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  • Luiz Trevisani

Comi muito a Farrah Fawcett.


Era o ano da graça de 1977. Com 10 meses de atraso em relação aos EUA, estreiou na TV brasileira o seriado "As Panteras" (Charlie's Angels no original).


Muito embora o argumento principal fosse totalmente inverossímil, a série fez muito sucesso. Talvez porque fosse uma espécie de "guilty pleasure" ver aquelas mocinhas se metendo em encrencas e, na maioria das vezes, escapando de situações altamente perigosas usando apenas muito charme e pouca roupa.


Pra mim, "As Panteras" significava apenas uma coisa: Farrah Fawcett-Majors - a coisa mais loira e mais linda que meus olhos de menino já tinham tido o prazer de avistar.


Farrah virou uma sensação instantânea, com status de Deusa. As mulheres invejavam seus penteados; os homens adoravam seu sorriso; eu a amava por completo. Ela era minha namorada e nós tínhamos um encontro semanal, toda quinta, às 5 da tarde. Ao final de 1ª temporada, seu sucesso pessoal ofuscou a série e ela resolveu sair.


Quando soube que ela era casada, fiquei arrasado. A fossa só passou quando descobri que o maridão era ninguém menos que Lee Majors - o ator que fazia o papel principal em "O Homem de 6 milhões de dólares" - minha outra série favorita.


Porém, nos banhos demorados que todo garoto de 13 anos toma, Farrah era minha. Só minha.

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