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  • Roberto Muggiati

A praga até que tem sua poesia...


A notícia, 24 de junho de 2020: uma nuvem de gafanhotos avança sobre o Brasil.


Lembrei a fabulosa música do Carnaval de 1947, Marcha dos gafanhotos, cantada pelo Albertinho Fortuna (perdoando o cacófato obsceno “cu meu, cu meu, toda a minha plantação”, Emilinha também abusava em “Tampe o cu, Tampe o cu, fica lá no Mexe o cu”).


E que poesia pura na letra: “Não há mais nabo, nem quiabo, que diabo, não há couve, o que é que houve? Gafanhoto comeu”. Por trás da brincadeira, ingênua só na aparência, uma metáfora eloquente sobre os “gafanhotos” – a corrupta classe política que arrasava com o país.


Ouçam que maravilha:

https://www.youtube.com/watch?v=wXW4difycGE&list=RDwXW4difycGE&start_radio=1

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