ISABELA

Isabela França é uma falsa loira – talvez até o final dessa peste vire uma falsa ruiva – que já se sentou para jantar com o imperador do Japão e a princesa da Dinamarca e também já provou da marmita dos trabalhadores em acampamento do MST. Ela prefere mesmo é um bom churrasco de Angus Prime, ou um camarão GG dos mares do Chile. Uma as coisas que mais detesta é dividir seu prato com quem quer que seja. Além de cozinhar e comer, esta jornalista curitibana ama poesia, literatura e boas histórias. Também gosta de arte e de música e conhece o suficiente do repertório brega, embora jure que seja por mero interesse sociológico. 

ERNANI

Ernani Buchmann é escritor de descasos. Fez descaso da mão direita e assim passou-se à esquerda, em pé e sentado. Tratou com descaso as lições que não aprendeu no colégio, o que o obrigou a exercer profissões diversas, como as de advogado, jornalista, publicitário, professor universitário, cartola e, por supuesto, escritor, todas no anonimato. Graças a isso, a opinião pública fez descaso delas. Também descasou, mas não desistiu. A capacidade reprodutiva da família que encabeça (tenham paciência) já chega a mais de 30 seres em linha direita, incluindo cachorros, gatos e passarinhos. Há dias começou a ter aulas para aprender a escrever, agora com a mão direita, mas não se vislumbra nenhum sucesso na empreitada. Enfim, segue gauche na vida, enquanto ela o suportar.

EVANDRO

Evandro Barreto é publicitário, escritor (3 livros publicados), carioca,  contribuinte espoliado e cidadão perplexo. Não necessariamente nesta ordem.  Já foi  processado  pelos crimes de calúnia, difamação e injúria por uma baiana doceira, com tabuleiro instalado  no centro do Rio, historinha que eventualmente será contada neste playground de adultos.

LUIZÃO

Luiz Trevisani é ator. Por muitos anos, fez papel de músico, depois publicitário, produtor musical e atualmente faz papel de marqueteiro político. Trevisani  não entende porque mereceu um lugar entre esses craques todos aí do branca7leone, mas vai se esforçar pra não fazer papel de bobo.

MUGGIATI

Nasci em Curitiba em 1937, salpicado pela poeira de estrelas de Gershwin, Ravel e Noel: a música baixou cedo na minha vida, mas até hoje não me acertei com o saxofone. As letras caíram melhor que as notas musicais. Aos 16 anos comecei como jornalista na Gazeta do Povo, são 66 anos de carreira. Dois anos estudando jornalismo em Paris, três anos em Londres no Serviço Brasileiro da BBC, 35 anos na Manchete, no Rio, descontando dois anos em São Paulo na equipe inicial da Veja. A falência da Manchete em 2000 me forçou a virar free lancer – um franco lanceiro com vinte anos de Exército Brancaleone...

VILLA

“Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio”.

Na contra mão da famosa frase do Groucho Marx, eu resolvi fazer parte da tropa do branca7leone basicamente porque eu mesmo me convidei e não seria de bom-tom recusar tão amável convite.  Sou paulistano, nascido em 1949 (!!!) e, de lá pra cá, trabalhei a vida toda com comunicação (marketing e propaganda), porque ninguém reconheceu que eu seria o meio campista ideal para jogar ao lado de Rivelino no Corinthians. Vou tentar me livrar dessa frustração aqui, batendo bola com os craques do time branca7leone, prometendo "dar tudo de si" pela alegria de nossa imensa torcida.

SOLDA

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 45 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo: "Se não for divertido não tem graça".